Como tudo começou...
Bastianas, nascido em março de 1999 nas salas de aula da Universidade Federal da Paraíba. Elas cantam, dançam e encantam platéias de todas as idades e em todas as partes do mundo, remetendo-nos às raízes culturais da nossa nação através dos forrós, cocos, cirandas, maracatus, toadas, aboios e emboladas, sob a liderança da vocalista e acordeonista Angélica Lacerda...mais ...
Lançamento do DVD...
Com uma mistura de coco, ciranda, macacatu e muito talento, as bastinas brlharam em uma noite de muito forró...mais ...
Bem vindo ao nosso site!
Double click Contatos:
reginanegreiros@asbastianas.com.br
Fone- 83 99642274
ou 83 8749-1884

Bastianas, nascido em março de 1999 nas salas de aula da Universidade Federal da Paraíba. Elas cantam, dançam e encantamplatéias de todas as idades e em todas as partes do mundo, remetendo-nos às raízes culturais da nossa nação através dos forrós, cocos, cirandas, maracatus, toadas, aboios e emboladas, sob a liderança da vocalista e acordeonista Angélica Lacerda, que diverte a nossa essência lúdica e encanta os ouvidos e os corações sedentos da boa música brasileira, recheada de acordes que fazem vibrar a alma que busca nas origens culturais do nosso povo, as vestimentas contemporâneas que trazem a renovação sem desvirtuar e sem perder os sabores nascidos na nossa terra. Destaque em diversos programas de TV e Rádio, a exemplo dos globais Mais Você e Jornal Hoje; motivo de estudos, monografias, pesquisas e livros, como "As Bastianas: Origens, percalços e percursos - a sanfona ainda não desafinou", das jornalistas Rejane Negreiros e Andréa Mesquita, As Bastianas vêm mostrando para o mundo o que há de melhor e mais sincero no cancioneiro nordestino, com destreza, magia e beleza. O grupo também foi destaque em diversos Cd's e em seu primeiro trabalho solo, Chama Pra Dançar, as participações de Dominguinhos e Cabruêra, mostram o dinamismo e o talento dessas que trazem no sangue o jeito nordestino de fazer forró, sob as influências de Luiz Gonzaga, João do Vale, Marinês, Trio Nordestino, Sivuca, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro. No seu mais recente trabalho, o CD Colcha de Retalhos, que traz a participação de inúmeros artistas paraibanos como Cátia de França, Escurinho e o amigo e padrinho Dominguinhos, As Bastianas ganha força com letras e arranjos arrojados, fazendo aflorar o lúdico e a beleza do cancioneiro nordestino, e reforçando o dinamismo e o brilho da nossa cultura de uma forma ímpar no nosso cenário musical.
>PRINCIPAL
>DISCOGRAFIA
>DOWNLOADS
>INFLUÊNCIAS
>CONTATOS
>LINKS
Chama pra dançar
As Bastianas na época desse disco eram formadas por Ana Júlia Ramalho, Angélica Lacerda, Jaqueline Alves, Laís Fontes e Saron Ducoco.
Sanfonas de Dominguinhos em algumas faixas e participação especial dele cantando na faixa “Saudade danada”.
01 Uma levada maneira (Jaqueline Alves)
02 Chama pra dançar (Jaqueline Alves)
03 Senso comum (Guia Lima)
04 Furdunço de linguagem (Jaqueline Alves)
05 Asa branca (Luiz Gonzaga – Humberto Teixeira)
06 Desassossego (Jaqueline Alves)
07 Saudade danada (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
08 Um pedido a são João (Tão longe) (Jaqueline Alves)
09 Pode me esperar (Jaqueline Alves)
10 Esquisitice (robson Bass)
11 Zé Limeira.com (Jaqueline Alves)
12 Dance xote (Jaqueline Alves)
13 São João na Serra da Borborema (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
14 Brazil, o cantador (Jaqueline Alves)
link de onde baixar
http://rapidshare.com/files/161686938/As_Bastianas_-_Chama_Pra_Dan_ar.rar
As Bastianas – Colcha de Retalhos - 2007
01 – Caminhante (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
02 – Ao Rei do Baião (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
03 – Prenúncio de Sabiá (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
04 – Tamborete de Forró (Angélica Lacerda)
05 – Eu Acredito (Escurinho)
06 – Lá Vem Batista (Cátia de França)
07 – Samba na casa de Rosa e Outros Cocos (Kildare Lacerda e domínio público)
08 – Saudosa Solitude (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
09 – Morena (Gen Gen)
10 – Xô Passarinho (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
11 – Bem Maior (Robson Bass)
12 – Festejo Junino (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
13 – Tambor de Peito (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
14 – Galope dos Dias (Regina Negreiros – Angélica Lacerda)
15 – Baião de Dois (Francisco Limeira)





O resgate e a divulgação da autêntica música nordestina são os pilares da formação do grupo As Bastianas, nascido em março de 1999 nas salas de aula da Universidade Federal da Paraíba. Elas cantam, dançam e encantam platéias de todas as idades e em todas as partes do mundo, remetendo-nos às raízes culturais da nossa nação através dos forrós, cocos, cirandas, maracatus, toadas, aboios e emboladas, sob a liderança da vocalista e acordeonista Angélica Lacerda, que diverte a nossa essência lúdica e encanta os ouvidos e os corações sedentos da boa música brasileira, recheada de acordes que fazem vibrar a alma que busca nas origens culturais do nosso povo, as vestimentas contemporâneas que trazem a renovação sem desvirtuar e sem perder os sabores nascidos na nossa terra.
Destaque em diversos programas de TV e Rádio, a exemplo dos globais Mais Você e Jornal Hoje; motivo de estudos, monografias, pesquisas e livros, como "As Bastianas: Origens, percalços e percursos - a sanfona ainda não
desafinou", das jornalistas Rejane Negreiros e Andréa Mesquita, As Bastianas vêm mostrando para o mundo o que há de melhor e mais sincero no cancioneiro nordestino, com destreza, magia e beleza.
O grupo também foi destaque em diversos Cd's e em seu primeiro trabalho solo, Chama Pra Dançar, as participações de Dominguinhos e Cabruêra, mostram o dinamismo e o talento dessas que trazem no sangue o jeito nordestino de fazer forró, sob as influências de Luiz Gonzaga, João do Vale, Marinês, Trio Nordestino, Sivuca, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro.
No seu mais recente trabalho, o CD Colcha de Retalhos, que traz a participação de inúmeros artistas paraibanos como Cátia de França, Escurinho e o amigo e padrinho Dominguinhos, As Bastianas ganha força com letras e arranjos arrojados, fazendo aflorar o lúdico e a beleza do cancioneiro nordestino, e reforçando o dinamismo e o brilho da nossa cultura de uma forma ímpar no nosso cenário musical.
reginanegreiros@asbastianas.com.br
Fone - 83 99642274 ou 83 8749-1884
>BIOGRAFIA
Série especial de aniversário
Na série aniversário, as bastianas vem inovando cada vez mais e para provar isso é que a banda resolve lançar alguns shows feitos em dvd.
Participações especiais da Banda asbastianas
Abdias dos Oito Baixos - Alceu Valenca - Amelinha - Antônio Barros e Ceceu - Banda de Pifanos de Caruaru - Biliu de Campina - Carmélia Alves - Catullo da Paixao Cearense - Hermeto Pascoal - Clara Nunes - Rosil Cavalcanti - Dominguinhos - Joao Goncalves - Humberto Teixeira - Jackson do Pandeiro - Joao do Vale - Luiz Gonzaga - Mestre Ambrosio - Marines - Onildo Almeida - Nando Cordel - Patativa do Assare - Sivuca - Trio Nordestino - Waldir Azevedo - Ze Dantas - Ze Calixto - Ze Ramaho - Zito Borborema
Abdias dos Oito Baixos
José Abdias de Farias, o Abdias dos Oito Baixos, nasceu em Taperoá/PB no dia 13/10/1933 e faleceu em3/3/1991. Compositor, sanfoneiro e produtor foi casado com a cantora Marinês.Em 1960, gravou pela Colúmbia 'Quadrilha No Arraiá', de sua autoria, e 'Roedeira Dor Do Amor', de Ari Monteiro. No mesmo ano, Marinês e sua Gente gravaram, de sua autoria e Zaccarias, o xote 'Nova Geração'. Em 1961, lançou de sua autoria 'Pai Abdias No Forró' e 'Pulando O Frevo'. Em 1962, gravou 'Xique-Xique', de Reginaldo Alves, e 'Catingueira', de João Silva e Oliveira Bastos. Em 1963, passou a gravar na CBS, onde lançou 'Forquedo De Viano' e 'Bode Chinê', com arranjos de sua autoria. No mesmo ano gravou 'Fogosa' e 'Besouro Mangangá', composições de Rosil Cavalcanti, e 'Zé Pereira' e 'O Abre-alas' de Chiquinha Gonzaga. Ainda em 1963, Marinês e sua Gente gravaram pela RCA Victor, de sua autoria e João do Vale, a moda de roda 'Balancero Da Usina'.Entre seus LPs constam 'Seus Sambas De Sucessos', 'Revivendo Sucessos' e 'Vou Nessa Leva', todos lançados pela gravadora Entre.Como produtor, produziu o Trio Nordestino e Jackson do Pandeiro e lançou Marinês. Em 1982, o cantor e compositor paraibano Vital Farias compôs, com Livardo Alves, 'Forrófunfá (Abdias dos Oito Baixos)', em sua homenagem, contando com sua participação na gravação, tocando fole de oito baixos.
Alceu Valença
Alceu Valença é um compositor de extremo sucesso e dono de um estilo que mescla as raízes nordestinas com batidas contemporâneas. Suas músicas foram gravadas por vários grandes artistas, incluindo Luiz Gonzaga (parceiro em “Plano Piloto”), Maria Betânia e Elba Ramalho. Possui uma postura agressiva e acrobática em suas apresentações que cativa seus espectadores. Filho de um reconhecido advogado pernambucano, Alceu sempre preocupou seu pai devido à sua postura rebelde. Morando em Recife/PE, Alceu Valença nunca foi um bom estudante mas se formou em advocacia em 1970, profissão que nunca exerceu. Teve suas primeiras experiências como músico profissional com a banda Ave Sangria. Incorporou novos músicos a sua banda que depois se tornaram artistas de sucesso: Zé Ramalho e Elba Ramalho. Em 1968, Alceu se apresentou pela primeira vez “Erosão: A Cor E O Show”, e obteve boas críticas. Em Setembro, participou do “I Festival Universitário Brasileiro De Música Popular”, no Rio de Janeiro, cantando "Maria Alice" (composta por Sérgio Bahia). Em Outubro, concorreu no “I Festival Regional Universitário Da MPB”, em Recife. No outro ano, classificou duas músicas para a etapa regional do “IV Festival Internacional Da Canção”: "Acalanto Para Isabela" e "Desafio Linda". Na etapa nacional no RJ, foi eliminado cantando “Acalanto Para Isabela”.Alceu se casou em junho de 1970 com Eneida e, com ela, participou do “III Festival Universitário De Música Popular Brasileira”, ganhando o segundo lugar com "Manhã De Clorofila". Decepcionado com o júri, devolveu o troféu ganho (sob aplausos), declarando que os juizes já tinham uma decisão formada contrariando o desejo da audiência. O acontecido ajudou Alceu a se mudar para o RJ com sua mulher, filho e uma carta de recomendação de José Humberto Patu. Lá, conheceu Geraldo Azevedo, outro pernambucano que havia abandonado a música e se dedicava ao desenho industrial. Alceu convenceu Geraldo a retomar a vida artística compondo com ele uma música. Em julho, participou do “V Festival Internacional Da Canção” com as músicas "Fiat Lux Baby", "Erosão" e "Desafio Linda"; e do “IV Festival Universitário Da Música Brasileira”, em agosto de 1971 no Teatro João Caetano, com "Água Clara", "78 Rotações" (com Geraldo Azevedo) e "Planetário". Tendo Geraldo Azevedo como parceiro e rival nos festivais, gravaram juntos seu primeiro LP “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” (Copacabana, 1972). Em setembro de 1972, Alceu propôs ao grande Jackson do Pandeiro defender seu "Papagaio Do Futuro" no “VII Festival Internacional Da Canção”. A música não foi classificada, mas obteve grande sucesso em vários shows realizados em todo o país inaugurando uma amizade com Jackson do Pandeiro que renderia outras apresentações: “Teatro João Caetano”, “Projeto Seis e Meia” (1975) e o “Projeto Pixinguinha” (1977). Ainda em 1972, decepcionado com o resultado do FIC, retornou a Recife decidido a abandonar a música. Em Janeiro de 1974, ele abriu o show “O Ovo E A Galinha” (Nosso Teatro, Recife), se apresentando em várias cidades nordestinas. No mesmo ano, participou do filme A Noite do Espantalho como protagonista, e gravou a trilha sonora (lançada em LP pela Continental em 1974). Lançou também o seu primeiro álbum solo, “Molhado De Suor”. O álbum não obteve grande sucesso mas foi bem aceito pela crítica. Em fevereiro de 1975, lançou o hit "Vou Danado Pra Catende", inspirado em versos do poeta modernista pernambucano Ascenso Ferreira, no Festival Abertura (Rede Globo). O sucesso reconhecido pelo público forçou o júri a criar um prêmio especial para a música. O reconhecimento pela audiência tornou possível o show “Vou Danado Pra Catende” (Teatro Teresa Rachel, Rio, 1975), um completo fracasso nos três primeiros dias até que Alceu, vestido de palhaço e de megafone na mão, promoveu seu espetáculo no centro do RJ. O espetáculo se tornou um sucesso, inclusive em todas as outras excursões nacionais. No próximo ano, gravou “Vivo” (um álbum de rock) e em 1977, “Espelho Cristalino”. Em 1979, gravou “Saudade De Pernambuco”, e no mesmo ano, dedicou-se à gravações de frevos na série de LP’s “Asas Da América” (coletânea de vários artistas). Esta série de LP’s e os subsequentes shows de Alceu, transformou o carnaval de Olinda em um sucesso nacional. Em 1980, lançou “Coração Bobo”, que tinha o hit "Na Primeira Manhã", e no próximo ano, “Cinco Sentidos”. Em 1982, gravou “Cavalo De Pau” com os hits "Tropicana" e "Como Dois Animais". Em 1983, lançou “Anjo Avesso” com "Anunciação", e o show gravado no “Montreux Jazz Festival” (Suíça), “Brazil Night - Ao Vivo Em Montreux”. Em 1984, gravou “Mágico”, o que carregava o hit "Solidão", e no outro ano, “Estação Da Luz”.Neste ponto da carreira, com esta estabilizada, muitas de suas músicas tornaram-se temas de novelas (o caminho mais curto para se vender discos no Brasil). Em 1986, gravou o álbum ao vivo “Ao Vivo”, e no mesmo ano, “Rubi”. Em 1987, gravou “Leque Moleque”, e nos anos seguintes, “Oropa, França e Bahia” (1988), “Andar, Andar” (1990), e “Sete Desejos” (1991), que lançou o hit "Tesoura do Desejo" (com Zizi Possi). No outro ano, participou do megafestival “Rock In Rio 2”. Em 1994, gravou “Maracatus, Batuques e Ladeiras” contendo a faixa "Pétalas" (com Herbert Azul), que ganhou o Prêmio Sharp pela “Melhor Música Do Ano”. Junto de Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Zé Ramalho gravou em 1996 o álbum ao vivo “O Grande Encontro” e o CD solo “Mourisco”. Em 1997, lançou “Sol e Chuva” e, em 1998, “Forró De Todos Os Tempos”. “Sino De Ouro” deu sequência logo em 2001.
Amelinha
A cantora/compositora Amélia Cláudia Garcia Colares surgiu, na década de 70, como uma das artistas (como Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho, Ednardo, Geraldo Azevedo, Fagner, Belchior, e outros) que mesclavam a MPB com a música folclórica nordestina e alcançou, assim, reconhecimento nacional. Amelinha ganhou um disco de ouro e, com outro álbum de sucesso, vendeu mais de 1.000.000 de cópias.Amelinha se mudou para São Paulo em 1970 e fazia backing vocals para seu amigo Fágner. Em 1974, já se apresentava profissionalmente e fazia algumas aparições na TV. Foi convidada por Vinícius de Moraes e Toquinho para participar de um tour em 1975 por Punta del Este, Argentina. Lá, Vinícius de Moraes dedicou a música "Ah! Quem Me Dera" a Amelinha.Sua estréia ocorreu com o lançamento de “Flor Da Paisagem” (1977). Seu segundo álbum, “Frevo Mulher” (1979), foi aclamado com um disco de ouro. Em 1980, participando de um festival promovido pela TV Globo, fez o Maracanãzinho lotado cantar com ela "Foi Deus Que Fez Você" (Luiz Ramalho). A música foi premiada com o segundo lugar do festival e vendeu mais de 1.000.000 de cópias, tornando-se assim, a primeira música a alcançar o topo das paradas das rádios AM e FM simultaneamente. Em 1982, Amelinha lançou um outro hit, "Mulher Nova, Bonita E Carinhosa Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor". Incluída na série “Lampião e Maria Bonita” da TV Globo como trilha sonora, a música foi responsável pelas vendas do disco “Mulher Nova Bonita E Carinhosa Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor”.Por mais de 30 semanas este LP ficou entre os cinqüenta mais vendidos do ano. Em 1984, Amelinha iniciou uma nova fase, adotando elementos de música pop. Em 1989, ela apresentou seu novo perfil em seu show “Saudades Da Amélia”, dedicado a compositores da MPB como, Tom Jobim, Caetano Veloso, e Chico Buarque. Na nova onda de forró que emergiu nos anos 90, ela retomou sua raízes nordestinas.
Antônio Barros e Cecéu
Antônio Barros e Cecéu, admiráveis compositores têm mais de setecentas músicas gravadas pela maioria dos grandes intérpretes. Em São Paulo e principalmente no Nordeste já marcaram presença em grandes casas de shows e espaços culturais, com suas músicas repletas de romantismo.
Antônio Barros começou sozinho numa instância em que só se decantava a seca, a miséria e a fome de um nordeste sofrido. Suas canções, no entanto, se tornaram sucesso e destacam sempre o amor e a paixão. Na verdade quem se apaixonou mesmo foi Cecéu que apareceu para aumentar o romantismo de Antônio Barros e juntos fizeram um casamento de sucesso musical e afetivo. Cecéu sempre apreciou, pesquisou e se dedicou à música desde seus nove anos de idade. Quando Cecéu encontrou Antonio Barros formou-se a dupla/casal de extremo sucesso.
Suas músicas estão na boca do povo: seja criança, jovem, adulto ou idoso. O casal têm centenas de musicas gravadas por expressivos nomes da MPB como: Alcione, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Luis Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Amelinha, Banda Eva, É o Tchan, Sônia Braga, MPB-4, Marinês, Trio Nordestino, Dominguinhos, Ivon Curi, e muitos outros. Em musicas como "Bate Coração", "Amor Com Café" e "Xodó Beleza" interpretadas por Elba Ramalho, Antonio Barros e Cecéu abrangem um público universal, pois tratam com profundidade de um tema sempre original: o amor. Já na música "Procurando Tú" com mais de sessenta regravações Antônio Barros e Cecéu traduzem com humor, um certo duplo sentido discreto e saudável sem se transformar em grotesco, o que também acontece com "Homem Com H", "Por Debaixo Dos Panos" e "Prá Virar Lobisomem" gravadas por Ney Matogosso. Marchas juninas como "Brincadeira Na Fogueira" e "Minha Querida" viraram clássicos no nordeste através do Trio Nordestino e também regravados por vários artistas.
Banda de Pífanos de Caruaru
No começo dos anos 70 a aparição de duas músicas da Banda de Pífanos de Caruaru na trilha sonora dos filmes Terra Sem Deus e Faustão marcaram a incursão deste gênero na indústria fonográfica brasileira. Até então nenhum grupo de pífanos tinha gravado seus rupestres toques, seja em disco 78 rpm ou LP.Tendo os irmãos Sebastião e Benedito Biano como arrimo, o grupo é hoje o mais importante no gênero, com apresentações em importantes festivais na Europa. Para entender a tradição da família Biano, o navegador viaja até o ano de 1924, no sertão alagoano, um ano após da prisão de Antônio Silvino, o cangaceiro mais famoso da época.Nesta data, um caboclo chamado Manoel Clarindo Biano, casado com Dona Maria Pastora da Conceição, “cabôca qui nem ele”, herdou de seu pai quatro instrumentos: um bombo (tambor afinado a corda) um prato e dois pífanos de taboca.Mais do que os instrumentos, entretanto, Seu Manuel herdava a obrigação de não deixar morrer a tradicional Zabumba Cabaçal, criada por seu avô, e que seu pai preservava com todo o carinho. Tratou logo de ensinar os antigos toques - muito dos quais aprendidos com os índios - aos filhos Sebastião, de 5 anos, e Benedito, de 11. Recrutou depois o amigo Martinho Grandão para assumir a caixa e o próprio Manoel se ocupou do bombo.Seus toques sincopados, ricos em melodia e de atmosfera pastoril ecoavam pelas rifas, casórios, novenas, enterros, missas e o que viesse. A família Biano percorreu quase todo o sertão entre as Alagoas e Pernambuco procurando bons lugares para se instalar. Os instrumentos iam sempre no lombo de algum animal e paravam em qualquer arraial que tivesse feira para descolar uns trocos.Nessa pisada mambembe foram bater lá na região do agreste pernambucano, em Caruaru, a capital do forró que os consagraria. Chegaram em 15 de julho de 1939, e foram morar em Contendo, nas proximidades da zona urbana. Por lá continuaram com seus shows, já sob o nome de Zabumba dos Contendo.O ano de 55 registraria a perda do patriarca Manoel Biano. Em suas últimas horas, pediu aos seus dois filhos que honrassem a tradição de seus antepassados e se juntassem aos familiares Luiz, de 9 anos, Amaro, de 10 anos, (filhos de Sebastião) Gilberto, de 15 anos, e João, de 11 anos (filhos de Benedito) e formassem uma nova bandinha, prontamente batizada com o nome de Banda de Pífanos de Caruaru.Após a saída de Luiz, a banda ficou assim formada: 1º pífano: Sebastião; 2º pífano: Benedito; surdo: Amaro; tarol: Gilberto; pratos: José; e bombo: João, este último, de 8 anos, substituindo Luiz.Mas as coisas só iam acontecer mesmo após Gilberto Gil em suas andanças e pesquisas tropicalistas "descobrir" a banda e gravar o tema “Pipoca Moderna”, de Sebastião Biano em parceria com Caetano Veloso. Até então viviam em uma roça próxima a Caruaru, onde subsistiam plantando mandioca e feijão.Após o resgate, feito em 72, a Banda de Pífanos grava o seu primeiro, LP, intitulado "Banda De Pífano Zabumba Caruaru". No mesmo ano em que gravam o primeiro disco se transferem para São Paulo, onde foram convidados a soprar seus pífanos em documentários, espetáculos e discos de outros artistas. Benedito era analfabeto e fabricava seus próprios pífanos. Quando tocava em espetáculos sempre dizia: "eles que afinem pelo meu instrumento, porque aqui entre nós é proibido se meter a entender de escala".No ano seguinte, continuaram se apresentando em São Paulo e gravaram "Bandinha De Pífano Zabumba Caruaru, Vol. 2", CBS. A inspiração tiravam da vivência sertaneja; o ronco remoente do carro de boi, o canto do bem-te-vi, brigas entre bichos, todos os motivos alegóricos do Nordeste vociferavam pelas suas rupestres flautas.A origem dos pífanos remonta aos beduínos orientais e berberes norte-africanos, que legaram aos colonizadores nos 800 anos de dominação na Ibéria este formato, logo copiado por toda Europa.Até o final da década de 70, se apresentaram na Suíça e pelas capitais brasileiras sendo o destaque do Projeto Pixinguinha, em 74. Só viriam a gravar novamente em 78, pela Continental/Musicolor. Para sobreviverem faziam os mais diversos bicos.Influenciariam grupos como Quinteto Violado, Alceu Valença , Orquestra Armorial e outros. Nunca ficaram ricos e sempre reclamaram que não receberam o justo. No repertório do grupo, figuravam temas do folclore nordestino - "A Briga Do Cachorro Com A Onça"-, canções próprias, “Bianada Na Roça”, até temas mais recentes como “Feira De Mangaio” (Sivuca e Glorinha Gadelha).No biênio 79/80 a bandinha assinaria contrato com a Discos Marcus Pereira, selo responsável por um dos melhores documentários em vinil, a série "Música Popular Brasileira", editada em 16 volumes (cada região com quatro volumes) Dois discos foram lançados neste período: "Banda De Pífanos De Caruaru", de 79 e "A Bandinha Vai Tocar", de 80.Nos próximos 19 anos a indústria cultural brasileira deixaria o grupo no jejum, restando a eles aparições esporádicas ou vinculadas ao calendário de festas junino.
Biliu de Campina
Severino Xavier de Souza, o Biliu de Campina, nasceu em Campina Grande no dia 01/03/1949, uma terça-feira de carnaval, iniciando sua carreira em 1978 como compositor, tendo em 1984 a sua primeira composição gravada (“A Grande Herança”, por Messias Holanda).Advogado formado pela Universidade Estadual da Paraíba, inscrito na Ordem do Advogados do Brasil, Secção Paraíba, Biliu de Campina explica que trocou o Direito pela música por ser esta a única forma de fazer justiça aos esquecidos, apesar de não fazer músicas de protesto.Autor de canções descontraídas, gostosas de ouvir e boas de dançar, Biliu se confessa um admirador do trabalho deixado por Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcante, artistas que o influenciaram desde criança.No disco "Tributo A Jakson E A Rosil", ele além de prestar uma homenagem aos dois artistas paraibanos, procura resgatar a memória musical nordestina. Sobre esse assunto, afirma que a música nordestina está ficando poluída pela variedade de ritmos que estão misturando a ela, num trabalho de descaracterização da música genuinamente nossa que é o côco, o xaxado, o baião, o xote, entre outros. "Sendo o côco o pai de todos os ritmos", acrescenta.A demora para aparecer para o grande público, Biliu de Campina, atribuiu às gravadoras e produtores, que a primeira vista não dão valor ao trabalho dos artistas nordestinos, que são tratados de 'artistas da terra', na sua opinião, uma forma pejorativa de tratamento.Inspirado na denominação artistas da terra, Biliu resolveu batizar a sua banda de "Os ETs do Forró", cujos componentes pretende valorizar, ao contrário do que acontece com outros artistas. "A julgar pelas caras dos integrantes da minha banda, o nome tem razão de ser".Durante sua vida de artista, Biliu de Campina fez de tudo um pouco: compôs, foi puxador de samba, participando dos carnavais de Campina Grande com grande empolgação. Orgulhoso, afirma que assistiu os mais famosos forrós de Campina Grande, que eram o Forró de Mulata, do Guarani, da Velha Antônia (homenageada por Zito Borborema em um dos seus discos) e Forró do Alcatrão. "Aquilo sim é que era forró", recorda ele com saudade.
Carmélia Alves
Carmélia Alves tornou-se conhecida basicamente por suas inclinações ao baião. A extrema popularidade do baião ajudou a projetá-la internacionalmente. Carmélia alcançou sucesso no exterior, participando incessantemente da cena musical mundial, fazendo shows durante cinco anos consecutivos. A ela, foi dado pelo próprio Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o título de Rainha do Baião. Carmélia Alves também estrelou sete filmes ao longo de sua carreira.Carmélia Alves debutou no rádio em 1940, se apresentando nas Rádio Tupi e Rádio Nacional. Logo, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga, onde trabalhou por três anos. De 1943 em diante, trabalhou como crooner na boate do Copacabana Palace Hotel. Carmélia gravou seu primeiro álbum neste ano, com o samba "Deixei De Sofrer" (Dino/Popeye do Pandeiro) e a batucada "Quem Dorme No Ponto É Chofer" (Assis Valente), para o carnaval de 1944, ano em que se apresentou nacionalmente. Em 1949, gravou o baião "Me Leva" (Hervé Cordovil /Rochinha) formando dupla com Ivon Curi, a primeira música de uma série que lhe garantiu o título de Rainha do Baião na década de 50. Em 1954 apresentou-se em Buenos Aires, Argentina, e, dois anos depois, viajou por cinco anos pela Europa, África, Ásia, e Estados Unidos. Em 1977, participou de um show comemorativo de 30 anos de baião ao lado de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Hervé Cordovil. No final dos anos 80, Carmélia se juntou ao grupo As Eternas Cantoras Do Rádio, juntamente de Nora Ney, Violeta Cavalcante, Rosita Gonzales, Ellen de Lima e Zezé Gonzaga.Seus maiores sucessos são "Trepa No Coqueiro" (Ari Kerner, 1950), "Sabiá Na Gaiola" (Hervé Cordovil/Mário Vieira, 1950), "Coração Magoado" (Roberto Martins, 1950), e "Cabeça Inchada" (Hervé Cordovil, 1951).
Catullo da Paixão Cearense
Além de violeiro, foi também poeta pioneiro do Nordeste a ter uma letra sua gravada em disco. Catullo da Paixão Cearense, nascido em São Luiz, em 8 de outubro de 1863, entrou definitivamente para os anais da música brasileira ao trazer o violão das rodas de seresteiros para os conservatórios de música em 1908.Filho do ourives Amâncio José da Paixão Cearense e de Maria Celestina Braga, o menino Catullo correu pelas ruas e casarões da sua cidade com os irmãos Gil e Gerson até os dez anos, quando se mudou com os pais, para a fazenda dos avós paternos, no sertão cearense.No contato com a gente simples, bebendo desta sabedoria e se fartando deste imaginário matuto, o futuro violeiro soube coletar os mais puros motivos e recria-los, além de registrar as peculiaridades lingüísticas do caboclo da caatinga. Suas modinhas, que a tantos agradaram no ocaso da monarquia e nas primeiras décadas da república, refletiam também o estado de espírito do boêmio, sempre a declamar apaixonado e muitas vezes desprezado pela sua amada.Uma das mudanças mais marcantes na vida do artista aconteceria em 1880, quando a família se muda para a sede do império deslumbrada com Paris e tentando imitar os ares progressivistas da belle èpoque francesa. Lá, em companhia dos flautistas Joaquim Callado, do violonista Anacleto de Medeiros e do cantor Cadete, o poeta trocou a flauta - até chegar no Rio ele só tocava este instrumento - pelo violão, instrumento ao qual foi iniciado por um estudante de medicina.Assim que chegaram à capital, morreu a mãe, vindo o pai a falecer três anos depois. O boêmio teve que trabalhar, de dia no cais, onde era estivador, e à noite embaixo das sacadas, entoando suas canções.O casamento de Catullo com o violão que o imortalizou, se deu aos 19 anos, quando largou os estudos para se dedicar ao instrumento tido como propício das "rodas de capadócio". Quem fosse de boa família jamais andaria com um desclassificado que ostentasse um pinho!No dia 5 de julho de 1908, Catullo revolucionou os padrões musico-culturais da época, quando a convite do Maestro Alberto Nepomuceno, fez um recital de violão no templo da música erudita de tradição européia: o sucesso foi geral e a platéia o aclamou. Até críticos desafetos lhe pediram desculpas.Neste momento a modinha ganhou ares de civilidade, e suas riquezas melodico-harmônicas conquistaram, o gosto da classe dominante.Em 1910, o maranhense extrairia da melodia do côco “É De Humaitá” na sua “Luar Do Sertão”, que se tornou imediatamente um clássico da nossa música. O registro de “Talento E Formosura”, sua e de Edmundo Otávio Ferreira, feito pelo cantor Mário Pinheiro em 1906, constitui-se num dos itens mais raros da discografia nacional. Mas a primeira música de tonalidades rítmicas regionalistas, lembrando os folguedos do "Norte" foi “Caboca De Caxangá”, gravado no primeiro selo de música no Brasil, a Casa Edison, em 1913 com a denominação de batuque sertanejo. O registro, feito pela dupla Baiano e Júlia Martins, constitui-se portanto no momento zero em que a incipiente indústria fonográfica categorizou um segmento musical com referência nítida à região de onde teria vindo.Dentre os seus divulgadores principais está o cantor carioca Vicente Celestino, que fez sucesso entre os anos de 37 e 42, interpretando Catullo, além de Paulo Tapajós, Orlando Silva e Carlos José.Catullo da Paixão Cearense morreu pobre em 10 de maio de 1946. Seus direitos autorais, possível e única fonte de renda, fora vendida a um amigo por preço irrisório. Findou seus dias morando numa casa de madeira no subúrbio carioca de Engenho de Dentro.
Hermeto Pascoal
Hermeto nasceu em Arapiraca, no interior de Alagoas, e desde pequeno aprendeu a tocar flauta e sanfona. Aos 11 anos de idade já se apresentava em forrós e feiras na companhia do irmão. Em 1950 a família se mudou para Recife e ele continuou se apresentando com o irmão na rádio. No final da década foi para o Rio de Janeiro, onde tocou em conjuntos regionais e na Rádio Mauá. Mais tarde transferiu-se para São Paulo, onde formou o grupo Som Quatro. Depois integrou o Sambrasa Trio, ao lado de Airto Moreira (bateria) e Claiber (baixo). No final dos anos 60 começou a ganhar fama como pianista e flautista do Quarteto Novo, que lançou seu primeiro e único disco em 1967. Nesse LP figurava a primeira composição de Hermeto que foi gravada: "O Ovo", que se tornou um clássico da música instrumental, assim como "Bebê". O Quarteto Novo surgiu como proposta de inovação musical, por misturar elementos legítimos nordestinos, como as levadas de baião e xaxado, e harmonias jazzísticas e contemporâneas.No início da década de 70 foi aos Estados Unidos a convite de Airto Moreira e lá gravou com Miles Davis e num disco de Airto. De volta ao Brasil, gravou, com grande êxito, o LP "A Música Livre De Hermeto Pascoal", onde apresenta temas seus e interpretações de clássicos como "Asa Branca" (Luiz Gonzaga) e "Carinhoso" (Pixinguinha). Participou do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, compôs peças sinfônicas, construiu instrumentos e gravou diversos discos por gravadoras diferentes. Excursiona freqüentemente aos Estados Unidos e Europa, onde é muito popular, especialmente entre músicos.Conhecido como "o bruxo" ou "o mago", é considerado por boa parte dos músicos como um dos maiores gênios em atividade na música mundial. Poliinstrumentista, é famoso por sua capacidade de extrair música boa de qualquer coisa, desde chaleiras e brinquedos de plástico até a fala das pessoas.
Clara Nunes
Clara Nunes nasceu em Paraopeba/MG, em 12 de agosto de 1943. O pai, Mané Serrador, era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos.Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, concluía o curso normal. Em 1960 foi a vencedora da final do concurso “A Voz De Ouro ABC”, em sua fase mineira, com Serenata do Adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar, na finalíssima realizada em São Paulo, com “Só Adeus” (Jair Amorim e Evaldo Gouveia). Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano.Em 1965 foi para o Rio de Janeiro e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP, “A Voz Adorável De Clara Nunes”, em que interpreta boleros e sambas-canções. Em 1968, gravou “Você” passa e eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba.Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, “Sabiá, Sabiô” (com texto de Hermínio Bello de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP “Clara, Clarice, Clara”, com musicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba “Tristeza Pé No Chão” (Armando Fernandes), apresentado no “Festival de Juiz de Fora”, que vendeu mais de 100 mil copias. Em fevereiro 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, com o show “O Poeta, A Moça E O Violão”, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho. Em 1973 gravou na Europa o LP “Brasília” e, no Brasil, o LP “Alvorecer”, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras com “Conto De Areia” (Romildo e Toninho). Em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria. Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro lançou “Claridade”, seu disco de maior sucesso. Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco “Canto Das Três Raças”. Em 1977 lançou “As Forças Da Natureza”, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto. Em 1978 lançou o disco “Guerreira”, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco “Esperança”. No ano seguinte veio “Brasil Mestiço”, que incluiu o sucesso “Morena De Angola”, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou “Clara”, com destaque para “Portela Na Avenida”. No auge como intérprete, lançou em 1982 “Nação”, que seria seu último disco.Morreu em 02 de Abril 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.
Rosil Cavalcanti
Compositor e animador de programas de rádio e televisão, Rosil de Assis Cavalcanti nasceu a 20/12/1915, em Macaparana/PE. Funcionário do Ministério da Agricultura, em 1943 foi transferido para Campina Grande/PB, onde iniciou a carreira de compositor. Autor de 130 canções, algumas delas em parceria com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros.Por volta de 1953 conhece o também pandeirista Jackson do Pandeiro, com quem forma a dupla Café Com Leite. Como animador, usava o nome de "Zé Lagoa", um tipo engraçado que criou e que fez muito sucesso na televisão e, sobretudo, no rádio. Atuou nas rádios Borborema e Caturité e na TV Borborema, todas de Campina Grande. Na Rádio Borborema, também apresentou o programa Radar, um noticiário policial recheado de humorismo.Compunha todos os gêneros da música regional nordestina (baião, xote, coco etc...). Nunca gravou uma de suas canções porque reconhecia que tinha "pouca voz". Suas canções mais famosas são "Sebastiana" (gravada por vários intérpretes), "Na Base da Chinela", “Coco Do Norte”, “Último Pau-De-Arara”, “Moxotó”, “Compadre João”, “Bodocongó” e "Cabo Tenório".Morreu em Campina Grande, no dia 10/07/1968.
Dominguinhos
José Domingos de Moraes,Dominguinhos, nascido em Garanhuns, PE, em 1941, começou a tocar e compor aos 8 anos, primeiramente com sua sanfoninha de 8 baixos nas feiras livres de Pernambuco para logo em seguida se profissionalizar com a de 48, 80 e 120 baixos.Em 1950, conheceu Luiz Gonzaga que o convidou a vir ao Rio de Janeiro, o que fez com 13 anos, em 1954, juntamente com seu pai e seus dois irmãos, ambos músicos. Ao se encontrar novamente com seu padrinho musical - Luiz Gonzaga, recebeu deste uma sanfona de presente e passou a tocar, fazer shows, participar das viagens e gravações de seus discos, enfim deste momento em diante passou a fazer parte da vida de Luiz Gonzaga, chegando a ser conhecido como seu herdeiro musical.Teve uma vida artística bastante diversificada tocando em boites, dances, gafieiras, "inferninhos", Rádio Nacional, Mairinque Veiga, Rádio Mauá, Rádio Mundial, Rádio Globo, Rádio Tamoio, Rádio Tupi. Acompanhou de perto todos os movimentos da Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália, etc. Em 1964 gravou o primeiro LP na pequena gravadora Canta Galo de Pedro Sertanejo, pioneiro do Forró em São Paulo, pai de Oswaldinho do Acordeon.Passou pelas seguintes gravadoras: Polygram, RCA (hoje BMG-Ariola), Continental, RGE, RCA, Continental e lançou recentemente pela gravadora Velas dois CDs na série Asa Branca, uma homenagem ao seu falecido amigo Luiz Gonzaga. Nestas gravadoras tem um total de 40 discos, incluindo LP, CD, etc. tendo tocado com todos os grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Fagner e Gal Costa.Hoje, tem seu estilo próprio e muita personalidade. No entanto, quando puxa o fole e canta, não tem como a gente não lembrar do Gonzagão, que morreu em agosto de 1989. Existe uma natural semelhança, positiva, na linha musical dos dois - evidentemente, cada um com suas peculiaridades.Como autor tem gravado com quase todos os nomes da MPB. Tendo canções conhecidas em âmbito nacional como: Eu só quero um xodó (Dominguinhos/Anastácia), grande sucesso de Gilberto Gil; Gostoso Demais (Dominguinhos/Nando Cordel) com Maria Betânia; Lamento Sertanejo (Dominguinhos/Gilberto Gil); Abri a porta (Dominguinhos/Gilberto Gil); De volta pro aconchego (Dominguinhos/Nando Cordel) sucesso com Elba Ramalho; Isso aqui ta bom demais (Dominguinhos/Nando Cordel); Tantas palavras (Dominguinhos/Chico Buarque); Tenho sede (Dominguinhos/Anastácia). Vários sucessos em parceria com Anastácia, Fausto Nilo, Climério, Clodô e Clésio, Abel Silva. Viagens ao exterior, temporadas no teatro Cistina em Roma com Gilberto Gil; show Canta Brasil com Toquinho, etc. Sendo sem dúvida um dos grandes expoentes do acordeom no Brasil e com um trabalho excepcional e da mais alta qualidade na música regional do Brasil.Atualmente podemos afirmar que Dominguinhos é um dos principais responsáveis pela sobrevivência da música nordestina - que o rei do baião estilizou e popularizou em todo o Brasil. Vejamos as coincidências: Luiz Gonzaga, pernambucano, filho de Januário, famoso tocador e afinador de fole de oito baixos. Dominguinhos, pernambucano, também filho de um famoso tocador


Designed by sran@
Copyright © 2010 by "ASBASTIANAS" · All Rights reserved · E-Mail: reginanegreiros@asbastianas.com.br